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Variante da covid Éris: o que cientistas dizem sobre volta das máscaras

Uma nova cepa do vírus da covid-19 tem chamado a atenção nas últimas semanas e teve o primeiro caso identificado no Brasil. Conhecida popularmente por Éris, a EG.5 é uma subvariante da Ômicron, atualmente o tipo mais comum no mundo.

Segundo o Ministério da Saúde, a primeira notificação no país veio do estado de São Paulo, na noite de ontem. Trata-se de uma paciente do sexo feminino, de 71 anos, que reside na capital paulista.

Segundo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, a paciente já está curada, tendo apresentado os primeiros sintomas de febre, tosse, fadiga e dor de cabeça. Ela já estava com esquema vacinal completo – que é a melhor forma de evitar a doença ou suavizar os sintomas.

UFRJ voltou a adotar recomendação de máscaras
Devido às notícias sobre a Éris, muitas pessoas e até mesmo instituições decidiram retomar o uso de máscaras. No Rio, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) emitiu comunicado na quarta-feira (16), recomendando o uso da proteção em ambientes fechados e em aglomerações em suas dependências.

A biomédica Mellanie Fontes-Dutra lembra que as máscaras ajudam a evitar os riscos de exposição ao vírus. “Com o arrefecimento do número de hospitalizações da pandemia, muitas pessoas deixaram de usar, mas isso não muda o fato de que elas seguem eficazes”, pondera.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) já registrou casos dessa cepa em 51 países, mas a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) informa que “não houve modificação no cenário de casos notificados de covid-19 ou aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no Brasil”. Até o momento, a OMS não recomendou uma mudança no uso de máscaras.

De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, a pasta monitora e avalia as evidências científicas mais atuais em níveis internacionais e o cenário epidemiológico da covid-19. “Até o momento, sabemos que nossas vacinas protegem contra essa variante (EG.5). Não há evidências contrárias a isso. Não temos ainda indicação de recomendação do uso da máscara para toda a população”, disse.

Quais são os sintomas da variante Éris?
Os sintomas da Éris são os mesmos vistos em casos anteriores de covid:

coriza;
espirros;
tosse seca e contínua;
febre e dor de garganta também podem aparecer.
Vacina em dia!
Com base nos dados registrados no País, a SBI declarou que não há necessidade de mudança nas recomendações vigentes. Especialistas também têm ressaltado que não há motivos para alarmismo, mas apontam para a importância de as pessoas estarem atentas à cobertura vacinal. Isso porque, apesar da percepção geral de que variantes como a Ômicron resultam em infecções menos graves, estar protegido é fundamental.

“Ela só é menos perigosa se as pessoas se vacinarem. Já há dados sobre a Ômicron – não especificamente sobre a Éris – que demonstram que essa percepção de ela gerar doença menos grave não é por características dela, mas sim pela vacinação”, sustenta a biomédica Mellanie Fontes-Dutra, da Rede Análise Covid-19.

Qual o risco em outros países?
Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, a Éris já é a cepa dominante. Nos EUA, as autoridades de saúde pretendem administrar à população doses de reforço de vacinas contra o coronavírus feitas com uma nova fórmula. O imunizante é voltado para as subvariantes XBB, que foram responsáveis pela maioria das infecções em 2023.

Vale lembrar que, ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha decretado o fim da emergência em saúde há mais de três meses, a covid-19 persiste: segundos dados da própria organização, cerca de 300 mil casos da doença foram registrados no planeta nos últimos sete dias.

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