As investigações sobre a morte de uma recém-nascida de apenas 28 dias em Cornélio Procópio, no Norte do Paraná, ganharam um novo desdobramento. A PCPR (Polícia Civil do Paraná) informou que, após análise dos laudos periciais e depoimentos dos médicos da Santa Casa, foi descartada a hipótese de violência sexual contra a bebê.
Segundo a polícia, o crime de estupro foi afastado por ausência de provas técnicas, caracterizando a chamada atipicidade da conduta. Apesar disso, o inquérito policial continua em andamento e foi encaminhado ao Ministério Público, que deve acompanhar os próximos desdobramentos do caso.
Agora, o foco das autoridades está em esclarecer a causa da morte da criança e verificar se houve negligência, maus-tratos ou algum outro tipo de violência física.
Relembre o caso
A bebê deu entrada na unidade hospitalar no dia 4 de maio de 2026, após ser socorrida pelo SAMU. Na ocasião, os ferimentos apresentados levantaram suspeitas da equipe médica, o que motivou a abertura imediata de investigação e a prisão preventiva dos pais na cidade de Ibaiti.
Outro fator que chamou a atenção das autoridades foi o comportamento do casal durante o atendimento e após a confirmação da morte da filha. Conforme relatos apurados pela investigação, os pais demonstraram pouca reação emocional diante da situação.
O corpo da criança passou por exames detalhados no IML (Instituto Médico Legal) de Londrina. Com o descarte da hipótese de abuso sexual, a expectativa agora gira em torno da conclusão do laudo de necropsia, que deverá apontar oficialmente o que provocou a morte da recém-nascida. Os pais seguem à disposição da Justiça enquanto a investigação continua.

