O custo médio da cesta básica em Londrina apresentou uma queda expressiva de 11,18% em julho. O valor do conjunto de alimentos essenciais recuou de R$ 731,47 em junho para R$ 649,73 no fechamento do mês. Os dados oficiais partem do Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas (NuPEA) da UTFPR.
A retração representa o recuo mensal mais forte registrado na cidade nos últimos cinco anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta ainda acumula alta de 7,44%. Já no decorrer de 2026, a variação positiva chega a 2,14% em comparação com os valores do início do ano.
A principal razão para o alívio nos preços foi a entrada de uma nova safra agrícola e o aumento na oferta de hortifrúti na Ceasa do Paraná. As condições do clima ao longo do ciclo de colheita favoreceram o campo e aceleraram o abastecimento nos supermercados da região.
O tomate liderou as baixas de julho, com uma redução de quase 50% no valor final ao consumidor. A batata veio logo em seguida, com recuo superior a 42%. O feijão também deu trégua ao orçamento das famílias, com queda próxima de 9% no período.
A carne bovina (coxão mole) ficou quase 3% mais barata. O recuo do produto ocorreu devido ao ritmo menor das exportações para a China e ao maior volume disponível no mercado doméstico. Como a proteína responde por 46% do peso total da cesta em Londrina, qualquer redução no item reduz o índice geral.
Veja a variação da cotação dos alimentos em Londrina no mês de julho
A variação de preços nos supermercados e centrais de abastecimento em Londrina refletiu a entrada da nova safra de hortifrúti. Levantamentos do NuPEA (UTFPR) e dados da Ceasa Paraná detalham o comportamento dos principais itens da cesta básica entre o início e o final do mês.
Os hortifrútis registraram as retrações mais expressivas no orçamento doméstico. Por outro lado, derivados do leite e itens processados mantiveram viés de estabilidade ou leve reajuste em decorrência dos custos de produção industrial.
A queda expressiva no valor do tomate e da batata decorre do clima seco durante a colheita, fator que aumentou a oferta nas centrais de abastecimento. Já a margarina e o óleo de soja sentiram o impacto dos custos logísticos e da cotação dos grãos no mercado internacional.
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Apesar do alívio nos hortifrútis, analistas do setor e do Deral/Seab recomendam cautela para os próximos meses. A expectativa para o segundo semestre aponta estabilidade na maior parte dos alimentos, mas possíveis variações climáticas súbitas no campo mantêm o mercado em alerta.
Fonte: Bonde – Claudio Yuge

