Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) paralisaram as atividades nesta terça-feira (17). Além da interrupção temporária, a categoria aprovou um indicativo de greve, com nova reunião agendada para sexta-feira (19) para decidir sobre uma possível paralisação por tempo indeterminado. A principal reivindicação é a reposição salarial, com o sindicato apontando uma defasagem inflacionária que deve atingir 52% entre abril e maio, acumulada nos últimos dez anos.
Nesta terça-feira (17), os docentes estão em Curitiba para um ato conjunto com outras categorias do funcionalismo público estadual. Segundo Lorena Ferreira, presidente do Sindiprol/Aduel, o indicativo de greve funciona como um instrumento de pressão para que o Governo do Estado apresente uma proposta oficial.
O movimento de mobilização também ganha força entre os servidores técnico-administrativos da universidade. De acordo com Marcelo Seabra, presidente da Assuel, a defasagem salarial da categoria já ultrapassa os 50%. O grupo também aguarda o desfecho da reunião com o governo estadual para definir os próximos passos da mobilização na próxima semana, unificando as frentes de reivindicação dentro do campus.
Apesar do cenário de mobilização, a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da UEL destacou que o calendário letivo de 2026 está regularizado e em sincronia com o ano civil. A pró-reitora Ana Márcia Fernandes Tucci de Carvalho ressaltou que, embora a greve seja um direito legítimo, não há motivo para preocupação imediata com o cronograma de aulas. A recepção aos novos alunos, prevista para o dia 2 de março, segue mantida conforme o planejamento inicial da instituição.

