Por que há a cruz no Pico do Guarani? Conheça a história deste marco da fé de Ibiporã

Símbolo marcante da fé do povo da região, a cruz atual do Pico do Guarani (ponto mais elevado de Ibiporã, de onde se tem uma vista privilegiada da região), foi erguida em uma manhã de maio de 2014, conforme relatou em uma visita recente o pioneiro e coordenador da Capela São Sebastião, do Guarani, Pedro Gumiero, que guarda nas lembranças, e também em fotografias, esse dia que ficou marcado em sua memória.

Pedro foi um dos quatro homens que trabalharam na produção da cruz, feita de uma tora de caviúna (ou cabiúna) derrubada próxima ao seu sítio. “É uma madeira muito resistente, por isso decidimos fazer a cruz com ela. Pode durar mais de 100 anos aí nesse local”, garantiu Gumiero, que para executar o trabalho, contou com a ajuda de outro pioneiro da região, o Sr. Leonel Pelisson, e dos vizinhos Aparecido Candeias e José Rodrigues Filho.

TRADIÇÃO VEM DA DÉCADA DE 1940

O Pico do Guarani sempre foi um local de peregrinação do povo da região, que subia o morro e rezava ao pé da cruz para pedir chuva em épocas de seca, ou para celebrações no período da Quaresma. Essa tradição é relatada pelos moradores mais antigos desde a década de 1940, quando foi fundada a Capela São Sebastião, próxima ao morro. Tal é sua importância, que o desenho do pico com um cruzeiro está presente no brasão e na bandeira de Ibiporã.

Para realizar celebrações, os moradores da região levantaram uma capela de alvenaria, que às vezes era invadida, vandalizada e após um incêndio em 2012 a comunidade decidiu desmanchá-la.

A NOVA CRUZ, FINCADA EM 2014

Em 2014, num gesto de agradecimento por graças de saúde recebidas, Pedro e Leonel decidiram levantar o cruzeiro e o fincaram no meio dos alicerces da antiga capelinha. O trabalho mobilizou os quatro homens, com serras, machados e também dois tratores, que carregaram a cruz até o alto do morro, conforme mostram as fotografias (ABAIXO) que Sr. Pedro guarda com muito carinho.

ENSINANDO ALUNOS EM VISITA TURÍSTICA

No último dia 24/10, Sr. Pedro compartilhou essas memórias e o painel de fotografias com a equipe da Secretaria de Cultura e Turismo de Ibiporã (SMCT) e com alunos da Escola Municipal Aldivina Moreira de Paula, durante uma visita ao Pico e à Capela do Guarani como parte do projeto “Turismo na Escola”, uma iniciativa da Secretaria de Turismo do Paraná (SETU), realizada pela Prefeitura de Ibiporã, por meio das Secretarias de Cultura e Turismo e de Educação.

HISTÓRIA DOCUMENTADA EM LIVRO

Na ocasião, os estudantes também puderam conhecer o livro “Circuito das Capelas – Projeto de Recuperação da Memória de Ibiporã”, editado em 2016 pela equipe da SMCT, que documentou a história, a cultura e mapeou as 24 capelas católicas espalhadas pelo Município e também nove igrejas evangélicas históricas. Depois, folhearam com mais tempo o livro das Capelas, disponível também na Biblioteca das escolas da rede municipal.

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