O MDB do Paraná confirmou em nota oficial, que o ex-governador Alvaro Dias é pré-candidato a senador pelo partido. Atualmente sem mandato, ele acertou seu retorno à sigla no final do ano passado, após convite do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Aos 81 anos, Alvaro tentará retornar ao Senado Federal pela quinta vez.
“O MDB do Paraná tem a satisfação de apresentar o nome de Alvaro Dias como pré-candidato ao Senado Federal, por entender que sua experiência, preparo e compromisso com a vida pública qualificam sua participação neste importante momento político”, informou o deputado federal Sergio Souza, presidente estadual do partido, em nota oficial.
Segundo o comunicado, a volta de Alvaro Dias ao cenário eleitoral ocorre em um momento estratégico e busca fortalecer o projeto político do MDB no estado e no país. Com longa trajetória na vida pública, Alvaro é apontado pela sigla como um nome capaz de ampliar o debate democrático e contribuir para a construção de alternativas políticas consistentes.
No MDB, o ex-governador deverá fazer uma dobradinha eleitoral com o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, recém-filiado e que é pré-candidato ao Governo do Estado.
Alvaro Dias construiu uma das carreiras mais longevas da política paranaense, com passagens pelo Executivo e Legislativo ao longo de mais de cinco décadas. Formado em História, iniciou a vida pública como vereador em Londrina, na década de 1960. Em seguida, foi eleito deputado estadual, deputado federal e senador pela primeira vez, derrotando o ex-governador Ney Braga e consolidando sua projeção política.
Em 1986, foi eleito governador do Paraná pelo antigo PMDB, exercendo o mandato entre 1987 e 1991. Ao fim do seu governo, Alvaro Dias retornou ao Congresso Federal, iniciando uma série de três mandatos consecutivos no Senado Federal. Lá, ganhou destaque pela atuação em pautas ligadas ao combate à corrupção e à defesa da ética na política.
Alvaro tentou voltar ao Palácio Iguaçu em 2002, mas foi derrotado pelo ex-senador Roberto Requião. Em 2018, Alvaro chegou a ser candidato a presidente da República pelo Podemos. Quatro anos depois perdeu a reeleição para o Senado Federal.

