Indicativo de greve mobiliza professores da UEL por recomposição salarial

Os professores e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizam uma Assembleia Geral, ontem quarta-feira (25), para deliberar sobre uma paralisação no dia 17 de março. A categoria discute a aprovação de um indicativo de greve devido à falta de recomposição salarial pelo governo do Estado. Segundo o sindicato, a defasagem acumulada nos últimos dez anos deve atingir 52% entre os meses de abril e maio.

A paralisação prevista para março deve incluir um ato público em Curitiba para pressionar o governo a abrir canais de negociação. De acordo com a categoria, o funcionalismo público enfrenta um forte arrocho salarial e acumula perdas equivalentes a 30 meses de trabalho sem remuneração, quando considerada a inflação do período.

A presidente do Sindiprol/Aduel (Sindicato dos Professores da UEL), Lorena, ressalta que o indicativo de greve funciona como um estado de alerta e pressão política, e não significa a interrupção imediata das aulas. “O indicativo é muito mais o momento político de mobilização para mostrar essa negligência, essa não resposta do governo e essa capacidade de mobilização da categoria”, afirma. Para que a greve seja efetivamente deflagrada, os servidores precisam realizar uma nova assembleia específica para este fim.

A última greve da categoria ocorreu em 2023, mas os professores alegam que a reestruturação feita pelo governo na época foi insuficiente e já foi absorvida pela inflação. Os servidores destacam que a reivindicação atual não é por aumento real, mas pela recomposição das perdas inflacionárias. “Nós não estamos pedindo um aumento, estamos reivindicando uma recomposição do salário devido às perdas inflacionárias”, explica Lorena.

Os representantes sindicais têm uma reunião agendada com a Casa Civil na próxima sexta-feira (27). A categoria espera que o governo apresente uma proposta concreta para o pagamento da data-base e a recomposição dos vencimentos. Caso não haja avanço no diálogo, os servidores devem manter o cronograma de mobilização e a possibilidade de greve geral nas instituições estaduais.

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