Saiu no último dia 10/4 a publicação de Ibiporã no Mapa do Turismo Brasileiro 2026. E desta vez com uma novidade: Ibiporã entrou pela primeira vez na categoria de “Município Turístico”. O que isto significa? Existem três categorias atribuídas pelo Ministério do Turismo (MTur) no que se refere à importância das cidades no segmento: 1) Município Turístico, 2) Município de Oferta Complementar e 3) Município de apoio ao Turismo.
O Município Turístico é aquele que possui atrações e estruturas capazes de gerar fluxo turístico e portanto, impacto econômico e social para a região. Mas também, que possuem uma estrutura de gestão integrada e articulada regionalmente.
Na região Norte do Paraná somente dois aparecem como Município Turístico: Londrina e Ibiporã. Receber esta certificação é, não somente ter critérios atentidos a uma política pública federal, mas ter o município reconhecido com uma estrutura focada no planejamento, profissionalização e na competitividade turística.
GESTÃO PARTICIPATIVA – A obtenção do novo certificado, válido até abril de 2027, trouxe mais exigências que o ano anterior, além de mais documentos comprobatórios. Foi necessário elaborar um Plano de Trabalho participativo com o Conselho Municipal de Turismo (Comtur), o que trouxe mais integração, visão compartilhada e compromisso com a gestão do Turismo.
O Comtur é composto por 20 membros, do poder público, setor privado e sociedade civil organizada.
O QUE É – O Mapa do Turismo Brasileiro é a principal ferramenta de estruturação e divulgação do turismo regional e requisito básico para que os municípios possam pleitear recursos para investir no setor.
Após alguns anos fora, Ibiporã voltou a figurar no Mapa em 2025, com a retomada e frequência das atividades do Comtur, e o empenho do Executivo, que enviou uma extensa documentação – reunida pela Secretaria de Cultura e Turismo -, que incluiu também dados de infraestrutura e socioeconômicos das Secretarias de Planejamento, Finanças, Trabalho, Meio Ambiente e do Desenvolvimento Econômico.
Toda a documentação é analisada primeiramente pela instância estadual, e avaliada pelo MTur, que emite a certificação, válida por um ano.
Nesse contexto, o turismo deixa de ser apenas uma atividade econômica e passa a ser uma estratégia de desenvolvimento sustentável, capaz de integrar cultura, economia e bem-estar social – fortalecendo o município como um lugar que acolhe, preserva e projeta o seu valor para além de suas fronteiras.
TURISMO CULTURAL – “Estamos muito felizes de estar no Mapa, agora reconhecidos como Município Turístico”, frisou a secretária municipal. “Nossa cidade tem no seu DNA a arte e a cultura como fatores estratégicos no seu processo de desenvolvimento. Por isso, passamos a nos posicionar de maneira mais focada como um Destino Turístico Cultural”, acrescentou.
A cidade, que já tem atrativos culturais marcantes (como a Igreja Matriz e as obras de Henrique de Aragão no seu interior, a Casa de Artes e Ofícios Paulo VI (lar e ateliê de Henrique), as Esculturas ao Ar Livre e o Museu do Café), agora passa a contar com um atrativo indutor de peso na área: o Parte Parque Geminiani Momesso, que reunirá o maior acervo de arte brasileira do mundo em um espaço a céu aberto, além de pavilhões dedicados a temáticas específicas. O P_Arte alia obras de artistas renomados, preservação da natureza e arquitetura contemporânea, em uma área de 1,6 milhão de m2.
O Mapa do Turismo Brasileiro, que traz uma série de informações turísticas, geográficas e socioeconômicas dos Municípios inscritos pode ser acessado pelo link: https://www.mapa.turismo.gov.br/mapa/init.html#/home

