Ibiporã respirou teatro nos últimos dias. De 15 a 19 de outubro a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT), promoveu o XVII Festival de Teatro de Ibiporã (Festibi). Com o tema “pertencimento – o elo que nos une”, o evento contou com apresentações gratuitas e abertas ao público de espetáculos de 12 grupos teatrais amadores e profissionais de nove cidades (Ibiporã, Curitiba, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Jataizinho, Hortolândia, Campinas, Presidente Prudente e Brasília), sendo três de Ibiporã, de três estados brasileiros (Paraná, São Paulo e Brasília). As apresentações ocorreram na Praça Pio XII, Cine Teatro Padre José Zanelli, Teatro Eutália Aragão (atrás da Casa de Artes e Ofícios Paulo VI) e Sala de Teatro da SMCT.
A abertura ocorreu na quarta-feira (15), com show gratuito da banda londrinense Terra Celta, no Cine Teatro. Com influências da música folclórica europeia e, em especial, da música tradicional da Irlanda e da Escócia, a banda, que está completando 20 anos de carreira, colocou o público para cantar e dançar em um empolgante show de folk rock.
De teatro científico e palhaçaria, os espetáculos foram apresentados de quinta a sábado, no período da tarde e noite. As 12 peças foram selecionadas por uma curadoria que avaliou os materiais apresentados pelos grupos, levando em consideração a qualidade artística, viabilidade técnica e a adequação dos espaços disponíveis no município para a realização do festival.
Um corpo de jurados, formado por pessoas ligadas a área teatral, avaliou as apresentações. A premiação ocorreu domingo (19), no Cine Teatro. No total, foram premiadas 14 categorias, entre técnicas e artísticas. Pela primeira vez, o melhor espetáculo levou prêmio em dinheiro, além de troféu, confeccionado pelo coordenador do Festibi, Vradson Castro, e certificado. Os demais levaram troféus e certificados. Com quatro indicações e três prêmios conquistados, dentre eles o de Melhor Espetáculo, a peça de rua “Civilizido”, do Coletivo Teatral Cote’Coi, de Foz do Iguaçu, foi o grande destaque desta edição do Festibi.
“Não imaginávamos conquistar este prêmio, pois concorremos com espetáculos incríveis, de grande qualidade. Estamos muito felizes, pois este é realmente um trabalho de grupo, que todos os integrantes merecem receber. Fizemos questão de voltar ao Festibi porque aqui nos sentimos acolhidos, e isso alimenta o nosso fazer. Por mais que seja um festival competitivo, não é um espaço de disputa, e sim de estarmos juntos, pertencermos”, valorizou o diretor André de Souza Macedo.
O coordenador da Divisão de Teatro do Centro de Formação em Arte e Cultura e do Festibi, Vradson Castro, ressalta que esta foi a maior edição do Festibi. “Tivemos um excelente público em todas as apresentações; os espetáculos passaram por uma boa curadoria e apresentaram altíssimo nível de qualidade. Também tivemos um alto investimento por parte da administração municipal, o que permitiu oferecer uma ajuda de custa para cada grupo e a premiação em dinheiro para o melhor espetáculo. O Festibi projeta o teatro de Ibiporã para além das fronteiras do município, evidenciando que nossa cidade é uma potência nas artes cênicas e que aqui respeitamos e valorizamos os movimentos artísticos e culturais. O evento oportuniza trazer para Ibiporã grupos que contribuam com o intercâmbio cultural dos nossos alunos, apresentando diferentes culturas e diversas formas de fazer arte, sobretudo no teatro”, ressaltou Castro.
Contação de histórias e oficinas de palhaçaria
Uma novidade desta edição do Festibi foi a realização de uma contação de histórias e duas oficinas de palhaçaria, uma para crianças e outra para mulheres, gratuitas ministradas pela Grita Cia de Palhaças, formada pelas atrizes Aneliza Paiva, Juliana Galante e Mariana Ferrari, de Londrina
As atividades fazem parte do Grita Circula, projeto que está levando iniciativas culturais e artísticas para 10 cidades paranaenses. O Projeto Grita Circula foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura – Governo Federal.
CONFIRA A PREMIAÇÃO
Melhor maquiagem:
“Pluft e Maribel” – Cia EB Teatro e Eventos (Ibiporã/PR)
Melhor figurino:
A que Faz” – Grupo de Teatro Cientifico da UEPG (Ponta Grossa/PR)
Melhor sonoplastia:
“Dona Julia” – Cia de Teatro São Genésio (Hortolândia/SP)
Melhor cenografia:
Divina Trupe (Ibiporã / PR)
Melhor dramaturgia:
Meu Nome é Fernando” – Casa de Ferreiro Cia de Teatro (Brasília/DF)
Atriz destaque:
Lisbeth Soriano – “Civilizado” – Cote’coi Coletivo Teatral (Foz do Iguaçu/PR)
Ator destaque:
Mateus Tropo – “Magias Estarrecedoras” – Circo Rodado (Curitiba/PR)
Melhor interpretação mirim:
Todo o elenco de “O Rapto das Cebolinhas” – Cia Teatral Sementes do Amanhã (Jataizinho/PR)
Atriz coadjuvante:
Leila Freire – “A que Faz” – Grupo de Teatro Cientifico da UEPG (Ponta Grossa/PR)
Ator coadjuvante:
Daniel Camilo – “Dona Julia” – Cia de Teatro São Genésio (Hortolândia/SP)
Melhor atriz:
Mariana Novaes – Cote’coi Coletivo Teatral (Foz do Iguaçu/PR)
Melhor ator:
Bruno Estrela – “Meu Nome é Fernando” – Casa de Ferreiro Cia de Teatro (Brasília/DF)
Melhor direção:
Alexandre Domingues – “O Rapto das Cebolinhas” – Cia Teatral Sementes do Amanhã (Jataizinho/PR)
Melhor espetáculo:
“Civilizado” – Cote’coi Coletivo Teatral (Foz do Iguaçu/PR)

