Feira do Peixe Vivo 2026 oferta peixe fresco com preço justo em Londrina

Cada família tem o seu tempero preferido: alguns gostam do básico, com sal e pimenta-do-reino, outros já costumam deixar o peixe em uma marinada para pegar o sabor dos condimentos antes de ir para a grelha ou forno. O que não muda mesmo é o hábito que muitos têm de consumir a carne de peixe durante a Semana Santa, o que é uma tradição ligada à religião cristã.

Em Londrina, a Feira do Peixe Vivo 2026 é uma boa opção para quem quer encontrar peixe fresco e com preço justo, tanto para quem vende quanto para quem compra. A feira começou nesta quarta (1°) e segue até nesta sexta-feira (3) na Praça Tomi Nakagawa, no centro de Londrina, sendo esta a 32ª edição.

O valor do quilo varia entre R$ 22 e R$ 55, dependendo do tipo de peixe: tilápia pequena (R$22), tilápia grande (R$27), pacu (R$30), carpa (R$22), pintado (R$50) e filé de tilápia (R$55).

Marcando presença há 28 anos, o piscicultor Alessandro Alves Moreira, 50, afirma que participar dos três dias de feira já virou uma tradição, tanto que conta com clientes fiéis que frequentam a tenda há mais de uma década. “Isso é muito gratificante porque vieram comprar, gostaram e retornaram”, celebra.

Com uma propriedade na Gleba Ribeirão Três Bocas, na zona sul de Londrina, o interesse pelos peixes começou na década de 1990, quando era dono de um pesque-pague e passou a fazer o transporte de peixes para outros produtores. A partir daí, ingressou no ramo da piscicultura e nunca mais parou. Por ano, a produção chega a atingir até 70 toneladas de peixe.

Na tenda de Moreira, estão disponíveis a pacu, carpa e tilápia, tanto inteira quanto em filé, que chega a pesar até três quilos. “Por isso as pessoas gostam de vir comprar peixe grande, que é para fazer assado. Na churrasqueira ele rende mais e os espinhos são grandes, então dá para tirar”, explica.

Alguns clientes, segundo ele, até mesmo pedem sugestões de preparos com os peixes. Apaixonada por peixe, Alessandro Alves Moreira conta que os pratos favoritos são o ceviche e o sashimi, onde é utilizado o filé de tilápia no preparo.

O produtor afirma que quer retornar no ano que vem para mais uma edição da feira, mas ressalta que toda a logística é cara, sendo necessária muita mão de obra para conseguir fazer a captura e transporte dos peixes. “Entrar de madrugada no tanque, com a água fria, é bem trabalhoso”, ressalta. Nos três dias, ele afirma que espera comercializar 10 toneladas de peixes, superando as sete vendidas em 2025.

‘Momento de família’

A aposentada Gilda Martins, 68, estava com o marido na feira e já garantia a tilápia para o almoço da Sexta-Feira Santa. Ela explica que a tilápia é grande, com cerca de três quilos, e deve preparar assada, acompanhada de um vinagrete, para toda a família. “É o momento certo para estar com a família”, afirma.

A atendente Josi de Oliveira, 50, é baiana e já tinha comprado uma tilápia, mas a expectativa era de achar um pintado de uns dois quilos para poder fazer uma moqueca tradicional. Segundo ela, é muito difícil achar essa variedade de peixe no resto do ano em Londrina, então aproveita a feira para comprar o pintado e aproveitar o prato típico.

Para ela, não pode faltar em uma boa moqueca muito pimentão, do vermelho, verde e amarelo, rodelas de cebola e tomate, tudo muito bem temperado. Quando o peixe está quase cozido, é hora de entrar com o leite de coco e o creme de leite. Depois, é só aproveitar.

A tilápia vai ser preparada na grelha na casa de um amigo, com sal, limão e pimenta. Para ela, o peixe tem uma carne muito saborosa e suculenta, mas é necessário saber preparar. “Eu amo demais”, admite.

Expectativa grande

Essa já é a sétima edição em que o piscicultor Fábio Pelisson, 38, participa da Feira do Peixe Vivo. Ele, que é morador de Ibiporã, afirma que essa é uma época boa para a venda dos peixes por conta das festividades religiosas. No ano passado, ele vendeu 2,5 toneladas de peixes, sendo que para este ano a expectativa é de superar esse número, chegando a pelo menos três toneladas.

Entre o pacu, a tilápia e o pintado, ele afirma que a procura é bem equilibrada, mas a tilápia acaba saindo mais por conta da versatilidade da carne. “Todos são bons, mas cada um tem que ser preparado do modo correto”, explica. Em relação à tilápia, ele afirma que ela fica saborosa tanto frita e assada quanto como sashimi e ceviche. “Dá para fazer uma maior variedade de pratos”, pontua.

Para ele, o tempero é simples: pimenta-do-reino, sal e limão. “É o mais básico que tem e o que fica melhor”, garante o produtor. Em relação ao preço, ele garante que é um valor justo, tanto para quem compra quanto para quem vende. “É um peixe diferenciado e que leva de dois a três anos comendo ração. Se olhar o preço da ração hoje é muito caro, então acho que é um preço justo para a pessoa que está comprando e bom para quem está vendendo também”, afirma.

Doação de mudas

Além dos peixes frescos, quem passar pela Feira do Peixe Vivo pode aproveitar para levar para casa mudas de árvores frutíferas e nativas da região. Fernando Augusto Menarde trabalha no viveiro da Sema (Secretaria do Ambiente) e explica que foram doadas 65 mudas no primeiro dia de feira, mas que a expectativa é que o número cresça nesta quinta e sexta-feira.

Entre as opções, a população pode levar para casa mudas de acerola, amora, gabiroba, araçá e grumixama, todas nativas da Mata Atlântica, além de árvores urbanas, como samambaia, oiti, canelinha e ipê-amarelo. Segundo ele, o objetivo é trazer diferentes espécies nos três dias de feira.

Menarde explica que cada pessoa pode levar até cinco mudas e não é necessário preencher cadastro. As árvores urbanas podem ser plantadas nas calçadas, mas as frutíferas apenas nos quintais. A orientação é que cada muda seja plantada em uma cova de 60 centímetros de profundidade, sendo que a terra retirada deve ser colocada por cima, e com uma estaca para dar sustentabilidade.

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Na primeira semana, a rega deve ser feita duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Algumas das árvores frutíferas, como o araçá e a gabiroba, demoram mais para produzir. Por outro lado, a amora e a acerola já estão produzindo.

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