Em documentário inédito, Suzane von Richthofen ri ao lembrar de época que antecedeu a morte dos pais

Condenada a 39 anos de prisão por ser a mandante do assassinato dos pais em 2002, Suzane Von Richthofen apresenta sua versão sobre o crime em um documentário inédito produzido pela Netflix. Nas primeiras imagens divulgadas da produção, que ainda não tem data oficial de lançamento, a postura da condenada chamou a atenção, especialmente pelos momentos em que ela chega a rir ao relembrar episódios que antecederam o duplo homicídio.

O momento de descontração, segundo Ulisses Campbell, autor da série “Tremembé”, ocorreu quando Suzane detalhou o período de “liberdade total” que vivenciou durante um mês em que os pais viajaram para a Europa. Na ocasião, o então namorado, Daniel Cravinhos, mudou-se para a casa dela. No documentário, a condenada descreve a rotina daquela época de forma enfática, definindo os dias como sendo de “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”.

Além de relembrar o relacionamento, Suzane traça um panorama do ambiente familiar antes do crime. Ela descreve a própria casa como um local sem acolhimento, marcado por um excesso de cobranças e pela ausência de diálogos sobre temas íntimos, como sexualidade.

A condenada também relatou no longa que a ideia de matar os pais foi sendo construída aos poucos, alimentada por pensamentos e frases como “seria muito bom se eles não existissem”. Embora afirme que, em determinado momento, tentou se afastar do planejamento dos assassinatos, Suzane reconhece de forma clara a sua culpa no desfecho do caso.

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