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Desemprego no Brasil cai para 7,8% no trimestre encerrado em agosto, a menor taxa desde 2015

Brasília – A taxa de desemprego no Brasil manteve trajetória de queda iniciada em abril e recuou para 7,8% no trimestre encerrado em agosto, de acordo com dados publicados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O percentual apresentado representa a menor taxa de desocupação para o período desde 2014 (7%) e também corresponde ao mais baixo nível geral desde fevereiro de 2015 (7,5%).

Mesmo com a sequência de quedas, os números da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) mostram que 8,4 milhões de pessoas ainda buscam, sem sucesso, uma colocação no mercado de trabalho brasileiro. Trata-se do menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015.

O número de desocupados representa um recuo de 5,9% na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2023, o que quer dizer que havia menos 528 mil pessoas desocupadas no Brasil. Na comparação anual, a queda é ainda maior, de 13,2%, com o recuo de 1,3 milhão de desempregados.

A queda na desocupação está diretamente influenciada pela alta do número de pessoas inseridas no mercado de trabalho, segundo Adriana Beringuy, coordenadora responsável pela pesquisa. “Esse quadro favorável pelo lado da ocupação é o que permite a redução do número de pessoas que procuram trabalho”, destaca ela.

A análise leva em conta que a população empregada cresceu 1,3% em relação ao período compreendido entre março e maio, o que elevou o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) para 57%.

Emprego formal

O trimestre finalizado em agosto também apresentou uma expansão na quantidade de trabalhadores com carteira assinada. No período, o número de empregados formais no setor privado foi de 37,248 milhões, o maior contingente desde fevereiro de 2015, quando foi de 37,288 milhões.

O volume corresponde a uma alta de 1,1% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, o que representa mais 422 mil com carteira de trabalho assinada. Na comparação anual, o aumento é de 3,5% (mais 1,3 milhão).

O número de empregados sem carteira no setor privado cresceu, passando para 13,2 milhões, aumento de 2,1% no trimestre (mais 266 mil pessoas), com estabilidade na comparação anual. Os dados da Pnad mostram também que houve estabilidade no número de empregadores (4,2 milhões de pessoas) e na quantidade de empregados no setor público (12,2 milhões de pessoas).

Já o contingente de trabalhadores por conta própria (25,4 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e caiu 2% no ano, uma perda de 509 mil pessoas. Entre os trabalhadores domésticos, houve alta de 2,8% em relação ao trimestre encerrado em maio, chegando a 5,9 milhões de pessoas.

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