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Câmara concede título de Cidadão Honorário a José Ary Pelisson

Ibiporã – A Câmara de Vereadores aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei nº. 018/2023-LE, que concede o título de Cidadão Honorário de Ibiporã ao Senhor José Ary Pelisson, pelos relevantes serviços prestados ao Município.

O projeto foi sancionado e se transformou na Lei nº. 3.287, publicada no Jornal Oficial do Município de Ibiporã, Edição nº. 1.967, no último dia 9, à Página 5.

José Ary Pelisson nasceu em 1º de janeiro de 1936, na cidade de Nuporanga, no Estado de São Paulo. Com pouco mais de um ano de idade mudou-se para Ibiporã, em outubro de 1937, cidade que adotou como sua terra natal.

Filho de José Pelisson e Delphina Granville Pelisson é, como diz o Silvio Santos, o filho número seis, dos nove filhos que o casal teve.

Logo que nasceu, por causa de uma varicela, Ary quase ficou cego. Desesperada, vó Fina prometeu a Santa Luzia rezar um terço para evitar a cegueira do filho. A partir de então, todo dia 13 de dezembro, vó Fina rezava um terço para Santa Luzia. Fez isso até o último ano de sua vida.

O Ary teve uma infância normal. Começou a trabalhar bem cedo, logo aos 9 anos. Seu primeiro emprego foi de entregador de leite e verdura. Tinha que acordar bem cedo e dava um duro danado no dia a dia. Por causa dessa atividade, como entregador de leite, recebeu até um tratamento especial no Grupo Escolar. Podia até chegar atrasado na primeira aula. Mas, nem por isso, teve sua vida facilitada. Aos 12 anos, mudou completamente de atividade. Para ajudar no orçamento da família, passou a ser engraxate, e o seu primeiro freguês deixou o Ary muito animado, pagou o triplo do preço combinado.

Eram tempos difíceis, tempo de escassez do pós-guerra.

A vida dos Pelissons continuava difícil. Mas, nem por isso, o Ary interrompeu os seus estudos. Fez o Ginásio, que hoje é conhecido como Ensino Fundamental, no Ginásio Estadual de Ibiporã – hoje Colégio Olavo Bilac.

A dureza continuou por muito tempo. Mas, de repente, mudou da água para o vinho. Aliás, da água para o pano. Isso mesmo. José Ary Pelisson virou alfaiate. Tesoura, linha e pano passaram a ser as suas novas ferramentas de trabalho.

O tempo passou, e mais uma mudança na vida de Ary. Começou a trabalhar num negócio próprio, junto com os irmãos Antônio, Gilberto e Oswaldo, administravam a mercearia mais completa da Cidade. A mercearia ficava em frente ao Jardim e funcionou durante 30 anos. Depois do Ginásio, Ary cursou a Escola Técnica de Contabilidade.

Com 35 anos de idade, numa tarde chuvosa de 20 de fevereiro, Ary Pelisson, amante da boemia, se casou com Egnis Ribeirete. Desta união sólida, que já dura 45 anos, nasceram três filhos, todos nascidos em Ibiporã.

José Ary Pelisson nasceu com a política no sangue correndo em suas veias. Participou, ativamente, para a eleição de Getúlio Vargas, em 1950. E ele mesmo reconhece que foi nessa época que ganhou seus primeiros cabelos grisalhos e sua inconfundível cabeça branca.

Polêmico e muitas vezes contestado, Ary sempre foi convicto, e muito coerente em suas ações políticas. Dono de uma incrível fidelidade, Ary Pelisson foi sempre homem de um partido só, o MDB, onde está desde a sua fundação, quando era o velho MDB de guerra, como dizem.

A vida pública de José Ary Pelisson começou como líder estudantil. Foi um dos fundadores do Grêmio Estudantil. Dono de uma personalidade forte e de opinião própria, Ary começou a dedicar parte do seu tempo à comunidade.

De líder estudantil a vereador, foi um pulinho só. Em 1963, se elegeu vereador de Ibiporã com 225 votos. Vinte anos depois, após o período escuro de uma Ditadura Militar, Ary foi eleito vereador pela segunda vez, agora com 806 votos, proporcionalmente, a maior votação de um vereador da história de Ibiporã.

Em 1993, Ary foi eleito vereador pela terceira vez. E, desta vez, com uma concorrência muito maior, recebeu 381 votos. Em 1997, foi eleito vice-prefeito de Ibiporã, e assumiu a Prefeitura por 15 dias, em 1999. O período foi curto, mas teve um significado muito grande. Foi nesse período, que Ary teve a oportunidade de firmar um convênio, para que o abastecimento de água da Cidade pudesse ser feito através do aquífero Guarani, e é por isso que Ibiporã tem hoje um dos melhores sistemas de abastecimento de água do Brasil. Um grande orgulho para essa Terra Bonita.

José Ary Pelisson chega, agora, aos 87 anos e pode comemorar muito, porque carrega com ele tudo de bom que se pode querer da vida.

Para orgulho de seu José e de dona Delphina, foi sempre um filho exemplar. Teve uma família parceira para trilhar essa difícil estrada da vida. Teve no casamento o orgulho de três filhos exemplares. Tem, agora, o prazer de conviver com quatro arteiros e adoráveis netos: Mayana, Manuela, João e Miguel.

José Ary Pelisson, cidadão brasileiro. De pai, mãe e Ave-Maria. Oitenta e sete anos de exemplo, trabalho e dedicação.

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