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Cada segundo importa: transplante de coração de que Faustão precisa é saga

FAUSTÃO – No Brasil, a doação de coração depende exclusivamente da autorização dos familiares de uma pessoa com morte encefálica. A morte encefálica é definida como “morte baseada na ausência de todas as funções neurológicas”, ou seja, é permanente é irreversível, segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos).

Uma das dificuldades para o transplante do coração está justamente na decisão da família do doador. O índice de rejeição à doação de órgãos no país é historicamente alto: 43%, segundo o Ministério da Saúde.

Um único doador morto pode salvar mais de oito vidas. É possível doar coração, pulmão, fígado, os rins, pâncreas, córneas, intestino, pele, ossos e válvulas cardíacas.

Exames obrigatórios. Uma vez autorizada a doação, é realizada uma coleta de sangue para a análise da presença de anticorpos do HIV, hepatite B e C, HTLV, sífilis, doença de Chagas, citomegalovírus e toxoplasmose. Depois das avaliações, o doador é encaminhado para a cirurgia de retirada de órgãos.

Como fica o corpo após a retirada do coração?
O corpo do doador não sofre “mutilações” e é completamente reconstituído para o velório — sem haver a necessidade de sepultamentos especiais.

Como é o transporte do órgão?
Quando os órgãos são retirados, o relógio começa a contar. Fora do corpo, eles têm um “prazo de validade” e cada segundo é importante para que o órgão ou tecido chegue ao receptor.

Quatro horas. O tempo de isquemia (tempo que o órgão dura após ser retirado do corpo humano) é que determina o meio de transporte, que pode ser feito tanto de carro como avião. O coração, por exemplo, tem um prazo máximo de quatro horas.

O transporte deve ser feito em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2ºC a 8°C. Para ser preservado, o órgão também é colocado em uma solução de soro gelado.

Ajuda da FAB. O decreto presidencial de nº 2.268, assinado por Michel Temer em junho de 2016, determina que a FAB (Força Aérea Brasileira) seja responsável pela logística do transporte de órgãos do país, diminuindo a necessidade de voos particulares fretados para o transporte. “A Força Aérea Brasileira manterá permanentemente disponível, no mínimo, uma aeronave, que servirá exclusivamente a esse propósito”, diz o documento.

Como é a cirurgia?
Um transplante cardíaco pode levar de três a cinco horas. O procedimento consiste na substituição do coração do paciente por outro — o do doador.

Para a substituição, os médicos têm de desviar o sangue do coração doente para uma máquina de circulação extracorpórea. Ele mantém o fluxo sanguíneo durante a operação.

Em seguida, o coração saudável é colocado e são reestabelecidos os pontos para que a circulação do paciente seja retomada. O tempo de observação após um transplante é de cerca de 15 dias.

Chances de rejeição
O sistema imunológico pode reconhecer o novo órgão como um corpo estranho e reagir. Isso pode ocorrer com qualquer órgão ou tecido logo após o transplante ou muito tempo depois. Para que isso não aconteça, os pacientes transplantados precisam tomar medicamentos imunossupressores pelo resto da vida, além de fazer acompanhamento médico periódico.

Qual é a sobrevida de um paciente transplantado?
Mais de 72% dos pacientes que recebem um novo coração vivem pelo menos cinco anos, enquanto 20% alcançam a marca de 20 anos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

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