Acil vê orçamento apertado para o londrinense em 2025

Os dados o SPC/Acil (Serviço de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina) indicam que o londrinense enfrentou um orçamento doméstico mais restrito ao longo de 2025. Embora tenha havido queda no número de consumidores que entraram na inadimplência, também diminuiu a quantidade de pessoas que conseguiram regularizar dívidas, sinalizando dificuldades financeiras persistentes.

Em dezembro, o número de novos consumidores negativados caiu 51,5% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, a redução foi de 28,4%, o que aponta para uma desaceleração da inadimplência ao longo do ano, ainda que com oscilações pontuais entre os meses.

Por outro lado, o volume de consumidores que conseguiram negociar dívidas e sair da negativação também recuou de forma expressiva. Em dezembro, a queda foi de 41,6%, reflexo, segundo a entidade, de fatores sazonais do fim de ano. Considerando todo o ano de 2025, o número de pessoas que deixaram a inadimplência diminuiu 23,1%, revelando um ritmo mais lento de regularização financeira.

Para a ACIL, os números mostram que, apesar de menos pessoas estarem entrando no cadastro de inadimplentes, quem já estava negativado encontrou mais dificuldade para reorganizar o orçamento e quitar débitos.

“O mercado de trabalho esteve aquecido em 2025, mas a renda média seguiu relativamente baixa, o que manteve o orçamento doméstico pressionado. As famílias assumiram menos riscos e passaram a controlar melhor os compromissos financeiros. Isso ajuda a explicar a queda nas negativações, mas também por que sair da inadimplência ficou mais difícil”, analisa o consultor econômico da Acil e secretário de Planejamento de Londrina, Marcos Rambalducci.

Em relação às consultas ao SPC/ACIL feitas pelos lojistas, dezembro registrou aumento de 4,63%, indicando maior volume de análises de crédito no comércio, impulsionado pelas compras a prazo no fim do ano. No acumulado de 12 meses de 2025, porém, houve recuo de 6,11%, o que sugere menor dinamismo médio ao longo do ano.

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Segundo Rambalducci, o crescimento das consultas no último mês do ano está alinhado às projeções para o varejo. “O movimento de dezembro indica retomada do dinamismo nas vendas a prazo e está em sintonia com pesquisas que apontam expectativa majoritária de aumento nas vendas do comércio local em 2026”, completa.

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