Quais alimentos terminaram o mês de abril com o maior preço?

A inflação dos alimentos voltou a pesar no bolso dos brasileiros em abril. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE, o grupo Alimentação e bebidas subiu 1,34% no mês e foi o principal responsável pela alta do IPCA — a inflação oficial do país, que fechou abril em 0,67%, abaixo dos 0,88% registrados em março.

Os produtos consumidos dentro de casa ficaram, em média, 1,64% mais caros. A cenoura liderou as altas com disparada de 26,63%, seguida pelo leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%).

Na direção contrária, o café moído recuou 2,30% e o frango em pedaços caiu 2,14%.

Segundo o IBGE, a elevação foi influenciada pela menor oferta de produtos agrícolas e pelo aumento dos custos de transporte — o diesel subiu 4,46% em abril, pressionando o frete e o preço final nas prateleiras.

O que vem pela frente

As carnes devem continuar pressionando a inflação nos próximos meses. Economistas apontam que a redução da oferta de bovinos para abate, após um período de produção recorde, sustenta a alta da carne bovina.

Já o café deve desacelerar ao longo de 2026 com a expectativa de safra maior, embora especialistas avaliem que os preços dificilmente voltarão aos patamares de anos anteriores.

A alimentação fora de casa também ficou mais cara, mas em ritmo menor, com alta de 0,59%. No acumulado de 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% para 4,39%.

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