A Prefeitura de Ibiporã, por meio das secretarias municipais de Saúde e de Educação, e em parceria com o Centro de Apoio ao Deficiente Visual de Ibiporã (CADEVI), iniciou na manhã desta segunda-feira (13) a triagem oftalmológica de 280 estudantes do Centro Municipal de Ensino (CMEI) Recanto dos Baixinhos. A previsão da Administração Municipal é avaliar cerca de 5,8 mil alunos da rede municipal de ensino até o início de junho, por meio do programa de Prevenção Precoce de Problemas Oculares.
A triagem de cada aluno é rápida e leva cerca de 15 segundos. Acompanhados por educadores, os alunos são posicionados em uma sala com baixa iluminação, sentados à frente de um médico oftalmologista.
Munido de um oftalmoscópio e de outros instrumentos, o médico é capaz de identificar possíveis sinais precoces de problemas oculares enquanto os alunos focam em um pequeno aquário iluminado, estrategicamente posicionado atrás do oftalmologista.
A aquário colorido faz com que as crianças olhem para longe com o olhar fixo, facilitando o exame.
Os alunos avaliados com riscos de problemas de visão são encaminhados para consultas no Cais/Cremi, onde é verificada a necessidade de uso de óculos e de estimulação visual, entre outras estratégias para melhorar a visão dos estudantes.
Os problemas de miopia, astigmatismo e hipermetropia estão entre as disfunções oculares mais comuns constatadas nos atendimentos aos alunos. Os casos de baixa visão são encaminhados ao Cadevi para atendimento pedagógico e de reeducação visual.
Segundo o médico oftalmologista Sérgio Tadao, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos à visão, garantindo qualidade de vida e um melhor rendimento escolar. “A miopia é uma doença definitiva para crianças”, ressalta.
O resultado dos exames surpreende os pais e os educadores. “Nós tivemos, no ano passado, aqui no CMEI, alunos que precisaram usar óculos com graus muito altos. As mães ficaram surpresas”, relata a diretora do CMEI, Ana Paula Marques.
A PROPOSTA – O programa de Prevenção Precoce de Problemas Oculares iniciou em 1989, em Ibiporã. No ano passado, considerando os 2,4 mil alunos matriculados apenas nos CMEIS, 4% dos estudantes foram diagnosticados com problemas de visão capazes de serem corrigidos com o uso de óculos.
Em 2925, o programa contabilizou, ainda, 280 consultas e 13 casos de alunos de CMEIs que precisaram de estimulação visual.

