Crimes digitais em Londrina: as principais ameaças de abril e como se proteger

O avanço da tecnologia tem trazido desafios sem precedentes para a segurança pública no interior do Paraná. Dados recentes divulgados pela Polícia Civil do Estado (PCPR) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que o Paraná registra hoje uma das maiores médias de estelionato eletrônico do país, com cerca de 1.339 golpes para cada 100 mil habitantes. Em Londrina e região, a sofisticação dos ataques, agora potencializados pelo uso de Inteligência Artificial, tem feito novas vítimas diariamente.

A modalidade que mais cresceu no Paraná nesta primeira quinzena de abril é o chamado “Golpe do Falso Advogado”. Segundo relatórios da PCPR, os criminosos utilizam robôs para minerar dados de processos em plataformas públicas. Com informações reais sobre nomes de juízes e números de ações, eles contatam as vítimas via WhatsApp simulando ser o escritório de advocacia responsável pelo caso.

O objetivo é convencer o cliente de que houve uma vitória judicial e que os valores (indenizações ou precatórios) estão prontos para liberação, desde que seja pago um “custo operacional” ou “taxa de alvará” via PIX. Somente em uma cidade da Região Metropolitana de Curitiba, o prejuízo registrado nesta semana chegou a R$ 140 mil.

Londrina sofre ataques com fraudes de laudos e certames

A Polícia Civil tem intensificado o combate a grupos que operam esquemas complexos de venda de bens e serviços inexistentes na região Norte. No dia 23 de março, uma operação em Londrina e Maringá desarticulou uma quadrilha especializada em fraudes de certames, que manipulava exames e processos de interesse público.

Poucos dias antes, em 19 de março, outra ação policial atingiu grupos que utilizavam plataformas digitais para a venda de laudos médicos e documentos falsificados. Segundo o Portal de Segurança do Paraná (SESP/PR), esses crimes utilizam a estrutura da internet para dar aparência de legalidade a serviços fraudulentos, enganando cidadãos e instituições.


Outro setor que também preocupa envolve os jogos de azar online e apostas esportivas irregulares. O volume financeiro dos crimes digitais no estado atingiu cifras astronômicas nesse nicho. Em uma megaoperação realizada na última quarta-feira (8), a PCPR prendeu 61 pessoas ligadas a um grupo que movimentou R$ 2 bilhões.


O foco central da investigação foi o uso de redes sociais e influenciadores digitais para promover plataformas como o “jogo do tigrinho”. A estratégia criminosa consistia em usar o alcance desses perfis para atrair novos apostadores, consolidando uma rede de exploração financeira que operava em todo o estado.

Inteligência artificial e engenharia social 

Especialistas em cibersegurança e autoridades locais alertam para o uso crescente de IA na clonagem de vozes. No tradicional golpe de engenharia social, os criminosos agora conseguem enviar áudios que simulam com precisão a voz de parentes próximos, criando roteiros de “urgência” muito mais convincentes para solicitar transferências imediatas.

“O criminoso não invade mais apenas o sistema, ele invade a confiança da vítima”, explica o relatório Cyber Snapshot de abril. Com o Paraná figurando entre os líderes nacionais em fraudes digitais, a orientação é clara: em caso de pedidos de dinheiro por aplicativos, realize sempre uma chamada de vídeo para confirmar a identidade e, em casos jurídicos, nunca realize pagamentos sem antes consultar o advogado pessoalmente.

Como se proteger?

Abaixo estão dicas essenciais para se defender dessas ameaças:

Desconfie de Urgências: Todo golpe digital se baseia na pressa ou no medo.

Confirmação por Voz/Vídeo: Se um conhecido pedir dinheiro, ligue ou peça uma chamada de vídeo.

Verificação de Links: Antes de clicar em ofertas, verifique se a URL do site é a oficial.

Boletim de Ocorrência: Se for vítima, o registro deve ser feito imediatamente pelo portal da Polícia Civil do Paraná, o que ajuda a mapear e derrubar contas bancárias usadas por criminosos.

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

Lembrando sempre que vítimas de crimes digitais podem registrar boletins de ocorrência eletrônicos diretamente no site da Polícia Civil do Paraná ou procurar o NUCIBER (Núcleo de Combate aos Cibercrimes).

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