A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai antecipar o término de seu mandato à frente da Corte e convocou para a próxima terça-feira (14) a eleição dos novos dirigentes. Embora pudesse permanecer no cargo até 3 de junho, a ministra afirmou que a decisão tem como objetivo garantir mais tempo ao sucessor na organização das eleições de 2026.
Ela será sucedida pelo ministro Nunes Marques, enquanto a vice-presidência ficará com o ministro André Mendonça. A data da posse ainda não foi definida. Será a primeira vez que dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) comandarão simultaneamente a Justiça Eleitoral.
No dia 14 de abril, a Corte realizará a eleição simbólica da nova direção. Pela tradição, o cargo de presidente é ocupado pelo vice-presidente, seguindo a ordem de antiguidade entre os ministros do STF que integram o tribunal.
O TSE é composto por, no mínimo, sete ministros: três oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois representantes da classe dos juristas — advogados com notável saber jurídico e reputação ilibada — indicados pelo presidente da República. Cada integrante cumpre mandato de dois anos, sendo vedada a permanência por mais de dois biênios consecutivos.
Em março, Nunes Marques afirmou ao blog Quarta Instância que a Corte estará preparada para enfrentar desafios como o uso de inteligência artificial e a disseminação de fake News nas eleições de outubro. “Estaremos prontos”, disse.
A proposta inclui uma fiscalização mais rigorosa, em parceria com plataformas digitais, com exigência de transparência sobre financiamento, valores investidos e alcance de anúncios na internet.

