Gás de cozinha pode chegar a R$ 150 no Paraná com alta de combustíveis e leilões

O preço do gás de cozinha (GLP) deve subir nos próximos dias no Paraná e pode variar entre R$ 120 e R$ 150, dependendo do município. A estimativa é do Sinregas-PR (Sindicato dos Revendedores de Gás do Paraná), que aponta dois fatores principais para o aumento: os leilões feitos pela Petrobras e a alta recente dos combustíveis.

Segundo o presidente do sindicato, Robsonn Carneiro, a elevação do diesel e da gasolina impacta diretamente toda a cadeia de distribuição. “Quanto mais distante da base de Araucária [Região Metropolitana de Curitiba], maior o custo. Estamos pagando diesel na casa de R$ 8, o que encarece o transporte e a entrega ao consumidor”, afirma. 

Ele explica que Londrina não é um dos pontos mais afetados na distribuição, mas Cascavel e outros municípios nas extremidades do estado devem sentir um impacto maior, já que o custo logístico é maior. Além disso, a entrega final ao consumidor costuma ser feita com veículos movidos a gasolina, que também sofreu reajustes, o que ajuda a ampliar o impacto no preço final do botijão.

O Portal Bonde obteve na íntegra o comunicado do Sinregas-PR enviado às distribuidoras nesta segunda-feira (6). No documento, o sindicado pede que as distribuidoras repassem imediatamente aumentos de R$ 10 no botijão P13 (gás de cozinha); R$ 15 no P20; e R$ 34 no P45. 

Leilões pressionam preços

Outro fator apontado pelo setor para respaldar o aumento são os leilões de GLP feitos pela Petrobras, que teriam elevado o custo de compra para distribuidoras. O tema gerou reação do governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à TV Record na última quinta-feira (2), criticou o modelo adotado e afirmou que pretende anular o leilão. Segundo ele, o processo resultou em preços até 100% maiores que os praticados anteriormente. 


“Nós vamos rever esse leilão, nós vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, afirmou.

Medidas para conter alta

Com o objetivo de reduzir o impacto, o governo federal anunciou uma série de medidas de regulação, como a subvenção para importação de GLP, com subsídio de R$ 850 por tonelada; incentivos ao diesel, que afetam diretamente o transporte; redução de impostos federais sobre combustíveis como biodiesel e querosene de aviação; e reforço na fiscalização contra aumentos abusivos.

As ações, de acordo com o governo federal, devem valer inicialmente por dois meses e podem ser prorrogadas. A reportagem tentou contato com a Abragás (Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás LP), mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Fonte: O Bonde

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