Motoristas que pretendem obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para conduzir carros (categoria B) ou motocicletas (categoria A) passaram a ter que realizar exame toxicológico de larga janela de detecção.
A exigência, aprovada pelo Congresso Nacional, amplia uma regra que anteriormente era aplicada apenas a condutores profissionais das categorias C, D e E.
Com a mudança, o teste passa a integrar o processo de habilitação inicial para veículos leves, além de continuar obrigatório para motoristas profissionais, especialmente nas etapas de renovação da carteira.
A proposta tem como objetivo reforçar o controle sobre o uso de substâncias psicoativas que podem comprometer a capacidade de condução, contribuindo para reduzir riscos de acidentes no trânsito.
Exame detecta uso de drogas por meses
Diferentemente dos exames convencionais de sangue ou urina, o teste toxicológico possui uma janela de detecção mais longa.
A análise é feita a partir de amostras de cabelo ou pelos corporais, permitindo identificar o consumo de substâncias em um período que pode variar entre 90 e 180 dias.
Esse tipo de avaliação permite identificar o uso recorrente de drogas ao longo do tempo, e não apenas o consumo recente, o que amplia o alcance do monitoramento e aumenta a eficácia da fiscalização no processo de habilitação.
Drogas identificadas no exame
O exame é capaz de detectar diversas substâncias que afetam diretamente o sistema nervoso central e podem comprometer reflexos, atenção e capacidade de tomada de decisão ao volante. Entre as drogas analisadas estão:
• Maconha (THC)
• Cocaína e derivados, como crack
• Anfetaminas e metanfetaminas
• Ecstasy (MDMA)
• Opiáceos, como morfina, codeína e heroína
Coleta é simples e não invasiva
A coleta é realizada de forma rápida e não invasiva, utilizando pequenas amostras de cabelo ou pelos do corpo, normalmente retiradas da cabeça, braços, pernas ou tórax.
Após a coleta, o material é encaminhado para análise laboratorial com equipamentos de alta precisão capazes de identificar traços mínimos das substâncias.

