Integrantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) participaram de uma reunião na 17ª Regional de Saúde, em Londrina, para dialogar sobre estratégias de enfrentamento ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus da dengue, da zika e da chikungunya.
Entre as ações previstas pela pasta este ano, seguindo as novas diretrizes do Ministério da Saúde (MS), estão a aplicação da borrifação residual intradomiciliar (BRI) em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e instalação de ovitrampas na área urbana de Ibiporã.
Durante a reunião na terça-feira (24), a SMS também discutiu a técnica de estratificação de risco por localidade, que integra as novas diretrizes para prevenção e controle das arboviroses. Conforme essa abordagem, um mapeamento realizado pela Saúde busca compreender o território por meio da identificação de áreas de alta infestação e vulnerabilidade para o mosquito.
Com este método, a SMS pode identificar as zonas que são consideradas de alto, médio e baixo risco e reforçar a vistoria presencial em áreas prioritárias. Nas áreas consideradas de baixo risco, a secretaria pode, em vez das vistorias, investir em outros métodos de combate à dengue, como as instalações de ovitrampas.
AEDES NA MIRA – Aplicação da BRI reduziu em 96% os casos de dengue nos países onde foi utilizada, além de auxiliar no combate a outras arboviroses. No Norte do País, a BRI é usada contra a malária.
A BRI consiste na aplicação de inseticida capaz de eliminar os mosquitos que pousam sobre móveis, paredes ou superfícies em geral. Pesquisas realizadas em outros países demonstraram que, após uma única aplicação, há uma redução sensível no número de casos de doenças transmitidas pelo Aedes ao longo dos meses. O método é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
ESTRATÉGIAS – As ovitrampas são armadilhas de monitoramento compostas por um recipiente com água e uma palheta de madeira, onde o as fêmeas do Aedes depositam os ovos. Atualmente, Ibiporã conta com 126 ovitrampas instaladas na cidade. As armadilhas são avaliadas semanalmente às segundas.
O material é recolhido pelas equipes para análise técnica, permitindo identificar os bairros com maior índice de infestação e direcionar as ações de enfrentamento de forma mais eficiente.

