Ibiporã sofre com a precária coleta de lixo

Moradores de Ibiporã relatam um aumento significativo de problemas relacionados à coleta de lixo no município. Há anos, o serviço terceirizado que atende à cidade vem recebendo queixas da população, mas em 2025 e início de 2026 a insatisfação cresceu, com relatos frequentes de lixo deixado nas ruas, coleta irregular e falhas na distribuição dos kits de sacos de lixo.

Segundo relatos publicados por munícipes nas redes sociais, o caminhão muitas vezes não passa nos dias previstos no cronograma e, quando passa, recolhe lixo de diferentes categorias juntos, misturando resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos. Além disso, moradores afirmam que os sacos descartados em horários corretos ficam expostos por mais tempo do que o esperado e que a distribuição dos kits de sacos de lixo reciclável e rejeito ocorre de maneira insuficiente ou atrasada. Há também incertezas sobre a destinação final adequada do lixo recolhido pela empresa terceirizada responsável pelo serviço.

A insatisfação tem se refletido em reclamações formais e em conversas entre moradores, gerando questionamentos sobre a eficiência da gestão do serviço terceirizado.

Resposta do Samae
O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), responsável pela coordenação do serviço de coleta de resíduos no município, informou em nota que o serviço de coleta será “normalizado” já nesta sexta-feira, conforme comunicado publicado no site oficial da autarquia. O cronograma de coleta de resíduos sólidos do município foi alterado no início de 2025 como tentativa de otimizar o serviço e atender melhor os bairros da cidade, com turnos fixos de coleta definidos por setor.

O Samae pede à população que acompanhe o novo cronograma e colabore colocando o lixo para fora nos dias corretos, reforçando que a intenção da normalização é justamente reduzir falhas e irregularidades no serviço — que são alvo de críticas da comunidade há meses.

Expectativas e desafios
Especialistas em gestão pública e moradores ressaltam que a mera normalização da coleta não garante a solução definitiva dos problemas, se não houver fiscalização mais rigorosa da empresa terceirizada e ações de educação ambiental contínuas que incentivem a separação correta dos resíduos. Em outras cidades, casos semelhantes só foram resolvidos com maior transparência nos contratos, fiscalização ativa por parte dos órgãos públicos e participação da sociedade na definição de indicadores de desempenho.

A normalização prometida pelo Samae é aguardada pela população, que espera uma melhora efetiva na qualidade do serviço e no atendimento às demandas diárias de limpeza e saúde pública em Ibiporã.

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