Ibiporã celebra cultura afro no 3º IbiAfro com arte, debate e homenagens

A cultura afro-brasileira foi celebrada em Ibiporã na noite da última quarta (19/11), véspera do Dia Nacional da Consciência Negra (20/11) e de Zumbi dos Palmares, no 3º Festival IbiAfro. O evento, promovido pela Prefeitura Municipal de Ibiporã, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT), aconteceu no Cine Teatro Padre José Zanelli, aberto ao público.

A programação contou com apresentações culturais, literatura, homenagem a mulheres que são referência em suas áreas de atuação e um talk show com mulheres ligadas ao Movimento Negro.

A abertura teve apresentação de capoeira com integrantes da Associação de Capoeira da Região de Ibiporã (Acarei), entidade fundada em 2001 pelo mestre Cláudio Scapelato, que morreu no ano passado e foi lembrado de maneira especial no evento. A Acarei presta um relevante serviço ao município há mais de duas décadas, com ações presenciais nas escolas municipais e também ligadas às Secretarias de Cultura e Turismo, de Assistência Social e do Esporte.

POEMAS ‘AFROFUTURÍSTICOS’

Em seguida, ocorreu no saguão uma sessão de autógrafos do escritor e poeta ibiporaense Rogério Germani, que lançou o livro “Griô: 40 Poemas Afrofuturísticos”.  O livro utiliza o lirismo para destacar o protagonismo da cultura negra, exaltando a força e a beleza de uma voz ancestral que, atravessando os séculos, ecoa nas raízes do Brasil. A obra celebra a identidade negra, ressaltando a resiliência que emerge da miscigenação, enquanto a figura do Griô se revela como guardiã dos saberes e tradições dos ancestrais.

DIÁLOGOS AFRO-BRASILEIROS

Na sequência subiram ao palco para o bate-papo e relato de experiências “Diálogos Negros”, três mulheres resilientes de extenso currículo acadêmico e de diferentes trajetórias profissionais, que trouxeram relatos impactantes sobre a discriminação que já sofreram, desde a infância até a fase adulta, e como superaram esses obstáculos que ainda são colocados pela sociedade brasileira.

A mais experiente e que mediou o debate foi a professora Marleide Rodrigues da Silva Perrude, docente do Departamento de Educação e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As outras duas foram a professora de Arte das Redes Municipais de Ensino de Ibiporã e de Londrina, Eliana Hambrusch, que também é advogada e com outras três formações acadêmicas, e a advogada Pamela Gonçalves, que desenvolve pesquisas sobre políticas afirmativas e de igualdade racial. No palco, compartilharam vivências e reflexões sobre identidade, resistência e equidade racial.

HOMENAGEM

A noite ainda foi marcada por uma homenagem à empresária Maria Aparecida Borges da Silva, a Dona Nena, proprietária da Luroka, uma empresa familiar fundada há 19 anos com reconhecida atuação no ramo de confecção de figurinos de ballet para escolas de vários municípios da região. Quem também subiu ao palco e foi homenageada foi a professora de cerâmica do Centro de Formação em Arte e Cultura da SMCT, Maria Aparecida dos Santos, a Dona Cida, uma das mais antigas atuantes da causa negra em Ibiporã e professora aposentada da rede estadual.

A programação foi fechada com o ótimo show de samba com a cantora londrinense Cecília Bandeira, acompanhada de instrumentistas de alto nível.

PlayFM - Ao vivo
PlayTV - Ao vivo

Em breve você vai acompanhar ao vivo a programação da PlayTV direto na tela do seu dispositivo.