As contas de energia elétrica da Copel Distribuição terão aumento médio de 20,51% no Paraná. O reajuste foi aprovado na terça-feira (23) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e integra o processo de Revisão Tarifária Periódica da concessionária.
A medida deve impactar cerca de 5,3 milhões de unidades consumidoras atendidas pela companhia em todo o estado.
Para os consumidores residenciais, enquadrados na classe B1, o aumento autorizado foi de 20%. Já os clientes de baixa tensão — que incluem residências, pequenos comércios, propriedades rurais e iluminação pública — terão reajuste médio de 19,85%.
No caso dos consumidores de alta tensão, como indústrias, grandes empresas, hospitais e shopping centers, o reajuste médio será de 21,87%.
Segundo a Aneel, o aumento reflete a variação de custos relacionados à compra de energia, despesas de transmissão, encargos setoriais e componentes financeiros definidos em processos tarifários anteriores.
A Revisão Tarifária Periódica ocorre a cada cinco anos e tem como objetivo reavaliar toda a estrutura de custos das distribuidoras. No processo, a agência analisa despesas operacionais, investimentos, manutenção e expansão da rede, além de metas de qualidade, eficiência e remuneração das concessionárias.
A composição da tarifa também inclui encargos de políticas públicas do setor elétrico, que são repassados aos consumidores conforme previsão legal.
A proposta passou por audiência pública em Curitiba, realizada em 24 de abril, e também por consulta pública da agência reguladora.
A última revisão tarifária da Copel havia sido realizada em 2021, quando foi autorizado aumento médio de 9,89%. Em 2025, houve apenas reajuste anual de 2,02%, aplicado até a definição do novo índice.
Com a nova correção, o reajuste de 2026 representa uma das maiores altas dos últimos anos para consumidores paranaenses e supera os índices aplicados na revisão anterior.
Além da revisão periódica, o setor elétrico também realiza reajustes anuais, utilizados para atualizar custos pela inflação e repassar despesas com compra e transmissão de energia. Já a revisão tarifária, mais ampla, redefine custos eficientes, metas de qualidade e remuneração da distribuidora para o ciclo de cinco anos.

